Filha de Feiticeira, por Celia Rees

23 novembro 2011

Filha de FeiticeiraFilha de Feiticeira, de Celia Rees
Cia das Letras, 206 páginas
Mary Nuttal não conhece os pais e acaba de perder a avó, condenada à forca sob acusação de feitiçaria, uma prática imperdoável aos olhos puritanos da Inglaterra do século XVII. Para não ter o mesmo destino, a jovem Mary se vê obrigada a esconder sua identidade e fugir para a América, onde as comunidades fundadas por ingleses começam a prosperar. Mas a menina ainda precisa manter ocultos os seus dons de clarividência: afinal, os valores religiosos do Velho Mundo, sinônimo de sofrimento e castração aos olhos de Mary, também estão presentes entre os colonos ingleses. A novidade, para ela, será a convivência com os nativos americanos, cuja espiritualidade está diretamente ligada à natureza, num modo de vida que fascina a jovem feiticeira.
Ora que olhos eu tenho para boas narrativas! O livro é escrito em forma de anotações, como um diário da própria Mary. Não sei se realmente é uma história real devido a algumas informações, mas estou começando a acreditar que sim, é real. A narrativa fluiu facilmente como ondas que vem e rapidamente vão. A história também é super interessante.
Mary é feiticeira por causa de sua avó ter sido uma, mas isso não é algo bom para ela já que quem fosse feiticeira era condenada à forca. Ela viaja com um grupo de pessoas e tenta manter o seu segredo por todo os lugares onde vai. Ela monta uma nova vida, e junto sua teia de segredos. Muito do que aprende e lhe é importante parece ser motivo de acusações por isso ela guarda tudo para si para não levantar suspeitas. Na sua viagem ela conhece muitos a quem tem muito apreço como Martha e a família Rivers. Mas Mary não conseguirá manter este segredo por muito tempo.
Me vi cada vez mais curiosa, página após página descobrindo o que acontece a volta de Mary. O final foi realmente surpreendente, o passado é sempre bom que mantenha-se passado caso contrário a teia de mentiras pode descosturar. Gostaria mesmo de saber que fim levou Mary, que é o grande X da questão.
Uma coisa que me incomodou foi à presença de três nomes parecidos: John, Johnson e Jonah, fiquei achando que eram apelidos e que todos se fundiam em um só. Mas isso não prejudicou a leitura. Espero que gostem.

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