Contos: Engano Fatal

11 fevereiro 2012
Oi pessoal! Como andei sumidona pensei em colocar um conto meu aqui para compensar. Espero que gostem e por favor comentem sobre o conto e sobre a imagem que arrumei que vou passar a usar imagens assim agora, ou mistas.
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Imagine como seria se todos gritassem seu nome quando você passasse. Maravilhoso não?
            Aqui na aldeia é assim. Toda vez que eu passo o povoado grita e sorri.
            Niarc, Niarc, Niarc!
            Hoje eles irão fazer uma festa para me homenagear. Tentei convencê-los de que é desnecessário, mas eles insistiram. Estão enfeitando a aldeia para a festa. Tem muito artesanato, muitas cores. As crianças fazem cirandas nas ruas, as mulheres cantam e os homens voltam alegres de sua pescaria. Está tudo na maior paz e alegria.
            Belinda minha amada esposa está se arrumando. Oh como ela é bela, seus cabelos longos encaracolados e castanhos se embolam ao toque, seu sorriso é tão singelo que me deixa com vontade de sorrir com ela. Mas o mais lindo nela são os olhos, como aqueles olhos verdes me encantam.
            Também estou me arrumando; vesti uma de minhas calças escuras e uma blusa branca de tecido fino. Bem típico de todos os dias. Quando deu a primeira badalada significava que estava na hora do festejo. Todos podiam sair de casa para se encontrar no centro.
            Belinda estava com um vestido vermelho longo que definia muito bem suas belas curvas. Os seus cabelos estavam presos com alguns cachos irregulares caídos, ela estava linda... como sempre.
            - Vamos? – perguntei dando-lhe o braço.
            Ela entrelaçou o barco no meu e me deu um sorriso tão grande, diferente do sorriso que eu era acostumado a ganhar dela. Parecia que finalmente tinha aceitado.
             Fomos até a festa onde todos esperavam. Uma banda tocava sua melhor música, casais e crianças dançavam alegremente.
            Belinda não gostava muito quando as pessoas da aldeia estavam me cumprimentando, então ela achou uma amiga e se afastou.
            A noite linda de lua cheia só aumentava a alegria das pessoas. Mas o que eles realmente estavam comemorando era a morte da besta que amaldiçoou a aldeia por muitos anos. Aquela besta horrenda que todos tinham medo. Ela rondava a aldeia todas as noites, e estava começando a atacar pelo dia. Ninguém sabia como deter-la já que não era uma besta qualquer. Todos sabiam as histórias de vampiros, lobisomens, sereias e todos os outros, mas ninguém conhecia aquela besta que parecia a mistura de homem, águia e tubarão.
            Ela tinha uma velocidade incomum, suas asas eram enormes e seus dentes grandes e afiados capazes de cortar uma árvore. A besta não tinha vítima especifica, ela atacava homens e mulheres, crianças e idosos.
            - Vejam só é como se Niarc fosse o herói – Belinda berrava no auto-falante com uma gargalhada maléfica e um olhar sombrio que interrompeu meus pensamentos.
            Nunca tinha visto ela dessa forma, como poderia imaginar esse ser sombrio dentro de uma pessoa tão meiga?
            - Ele é o nosso herói, ele matou a besta estamos salvos! – disse um pescador que assim como todos os outros estava surpreso com a atitude dela.
            - Não ele não é. – continuou amarga – Um herói não mata o próprio irmão – ela deu uma pausa para rir – Carin é o verdadeiro herói, ele que matou a besta e esse ai pegou o lugar dele como se tivesse matado.
            Todos voltaram os olhos contra mim, enquanto eu corava de vergonha e de raiva. Nunca imaginei que alguém soubesse disso, muito menos alguém tão próximo. Carin era uma pessoa muito querida, não era apenas meu irmão gêmeo, mas meu amigo, eu confiava muito nele, até que a sua máscara caiu.
            - Mas se ele é herói – ela continuou – eu também sou.
            Belinda tirou uma arma do bolso do seu vestido e me deu um tiro. Ela atirou em mim. A mulher que eu pensei que me amava. A mulher que eu amava.
            Cai no chão no colo de minha mãe que já estava a postos para me amparar, minha mãe chorava muito e tentava sem muito sucesso tampar o buraco que a bala fez em mim. Belinda se aproximou e percebi o quanto ela estava infeliz.
            - Eu sou heroína agora – ela se abaixou – aposto que você nunca imaginou isso. Sua esposa sabia de tudo, não é uma surpresa?! Pensou que seu segredo sujo estava escondido. Achava mesmo que eu me casaria com você sendo que sempre amei seu irmão? Nunca viu as juras de amor que fiz a ele e ele a mim?
            - Belinda – tentei falar com dificuldade, agora todos deveriam saber – Você está enganada. Carin não fazia juras de amor para você. Eu fazia. Sempre fui eu. É que eu usava as roupas dele, sempre te amei, mas você nunca me notou então tentei se passar pelo meu irmão e expressei meus sentimentos. Mas nunca pude dizer-lhe a verdade. Quando um dia fui pedir ajuda a Carin e fui atrás dele na floresta. Encontrei ele com a besta, trocado algumas palavras. Ele estava negociando com ela, ele confessou para mim ser o mandante de cada morte e você seria a próxima. Como eu poderia deixar que matassem você? – parei um pouco para poder cuspir todo o sangue que estava na minha boca – Atirei-me contra Carin e brigamos muito, ele achou minha arma e atirou, mas acertou a besta. As minhas balas tinham umas ervas, algo que eu estava estudando a algum tempo com as próprias penas e dentes dela, acho que tive sucesso já que ela morreu depois disso. Mas Carin ainda queria que você morresse ele mesmo a mataria. Então tentei algemá-lo, mas não consegui. Tirei uma faca da calça para ameaçá-lo e ele veio de frente para mim, a faca acertou em cheio o seu estômago. Ele estava perdendo muito sangue, assim como eu agora e não resistiu.
            Não me sentia mais presente neste mundo. Minha alma parecia estar saindo do meu corpo. Mas ainda pude ouvi-la.
            - Oh Niarc, perdoe-me. Oh leve-me contigo – um tiro foi dado e ela caiu em cima do meu corpo imóvel.

7 comentários:

  1. Já li e reli esse conto e não me canso de ler todos os contos que essa menina escreve MUITO bem, sempre que estou conversando sobre livros falo sobre suas histórias. :D
    amo muito mesmo. Parabéns!
    nunca pare de escrever, vou ficar muito triste se não ler mais suas história.

    beijinhos

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  2. ah, esqueci de falar da imagem.
    Ficou otima, muito boa mesmo. Super adorei!

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  3. Olá!! Você escreve bem, parabéns =) Continue aperfeiçoando e praticando cada vez mais este dom que você já possui!

    Beijinhos,

    Paula

    http://tribooks.blogspot.com

    @Tri_Books

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  4. Gostei muito, mas queria que tivesse mais detalhes, qd me animei tinha terminado .
    Por favor, escreva mais contos, vc escreve bem *.*

    Beijinhos
    Razão e Resenhas

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  5. Oi flor, tudo bem?
    Retribuindo a visitinha ^^

    Gostei bastante do conto, vc escreve muito bem! Parabéns!

    Ah e jah estou te seguindo tb! :)

    Beeijos,
    Ler e se Aventurar

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  6. Muito obrigada pelo apoio e carinho de vocês!
    Beijinhos

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  7. É um conto muito bonito, acho q tem talento. Gosto de historias quando as pessoas caem vitimas de suas proprias mentiras, q mostram que mesmo quando são pequenas e por algo maior, ainda são mentiras. Achei o conto lindo, parabens =D

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