Contos: Boa Sorte

15 março 2012
Como sempre antes de começar quero deixa uma introdução. Cansei de dizer que "Ninguém leu ainda e é de primeira mão espero comentários sinceros" Isso ainda continua, quero COMENTÁRIOS SINCEROS! Mas acho que isso de ninguém ler, vai passar a ser mais normal do que pensei. E não sei se notaram mas de contos, todo mês temos um e espero manter essa ordem. Ando meio sumida, mas para não escrever muio vou falar sobre isso amanhã. Espero que apreciem o conto, COMENTÁRIOS SINCEROS! Beijo
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Pisar em coco de cachorro, ou em um chiclete uma vez por ano é falta de sorte, mas me diz ai como posso chamar quem pisa em umas dessas duas opções nojentas pelos menos três vezes na semana?
Esse é o meu caso! Prazer sou Ana a maior azarada desse mundinho grande. Desde que nasci sou essa grande azarada. Não é apenas pisar em chiclete que me faz chegar a essa conclusão.
Mas me diz ai, quem gosta de lembrar desgraças? Eu não, ainda mais quando tem uma nova acontecendo nesse momento.
Sim nesse momento estou aqui juntando os meus pertences de cima da minha mesa de trabalho, pois acabo de ser demitida. Motivo? Sou atrapalhada e dou prejuízos por demais aqui. Para deixar o meu dia ainda mais feliz, ontem meu noivo terminou tudo comigo, por quê? Essas perguntas as vezes são até chatas de responder. De acordo com ele, sou onipresente na vida dele – ok eu não sou tão ligada ao nosso namoro, talvez seja porque estamos juntos já faz dez anos, isso mesmo hoje eu tenho vinte e quatro e o conheço desde criança – mas acho que o motivo maior para esse termino é um: eu não ter “me entregado” o suficiente e dois: minha mãe ter incentivado ele a namorar minha querida e amada prima.
Eu não sei o que vou fazer daqui por diante, mas neste momento pretendo jogar minhas coisas no lixo. Depois disso pretendo ir até algumas lojas e gastar tudo o que o meu dinheiro puder comprar.
Andar pelas ruas de Brasília não é lá muito legal, muito barulho de carro, fumaça de ônibus e pessoas que insistem em te encarar. Ainda mais quando você sorrir por motivo nenhum – sem contar que acabei de ser demitida para está nesse poço de felicidade.
Droga! Um hippie acaba de me parar.
- Mocinha? Ei você branquinha de vermelho – olhei para ele com ar de quem não havia entendido, depois olhei para os lados, não havia ninguém – você mesmo.
Ele se levantou, era alto e estava cheirando a erva-doce. Nas mãos ele tinha uma pulseira muito fininha com um pequeno detalhe nas cordas que se enroscavam de um lado apenas. Comecei a andar para trás me debatendo em uma parede.
- Não se assuste.
O pior que uma pessoa pode dizer quando você está notavelmente com medo é dizer “Não se assuste” já que isso quer dizer “Hora errada, local errado e o errado mesmo é tentar fugir”.
- Ah para com isso garota eu não vou te bater nem nada. Só quero te dar esse amuleto que me mandaram te entregar – ele disse rindo e apontando o dedo na minha cara – Você tem um jeito engraçado de ver as coisas, hora errada... local errado – ele ria e falava pausadamente.
- Hã? Como você sabe o que estou pensando?
- Isso não importa, só aceite isso aqui. – ele colocou a fina pulseira em mim com muito cuidado.
- Pulseira não! Amuleto – ele colocou depois a ponta do dedo no meu nariz – Boa sorte Ana!
Após isso o cara sumiu, me deixando tipo “Hã?” que diabos foi isso?! Até minha vontade de banho de loja havia acabado então voltei pelo mesmo caminho que vinha e desci para a passagem onde pegaria o metrô.
- Desculpe senhorita – disse um homem elegante de olhos azuis e cabelos castanhos todo formal ao se esbarrar em mim.
- Sem problemas – respondi casualmente, esse tipo de coisa acontecia sempre que eu me movia.
- Não te conheço?
Ele perguntou formando uma ruga no meio das sobrancelhas, fiz que não com a cabeça e continuei a descer as escadas.
Entrei no metrô como entrava todos os dias observando um lugar vazio para me sentar e não encostar em ninguém e possivelmente atrair o meu azar para ela. Meu celular apitava da bateria fraca e meu mp3 estava descarregado sinal de que a música não me acompanharia até em casa, coloquei os fones no ouvido para que ninguém viesse me encher com qualquer coisa que fosse e me deixei relaxar um pouco. Parecia que alguma coisa estava errada, já que tinha mais de trinta minutos e o metrô não havia saído do lugar.
- Passageiros, por favor, queiram descer houve uma falha no sistema, uma de nossas atendentes estará na porta para devolver o dinheiro de vocês.
Sai as pressas o pessoal ainda não parecia entender o que tinha acontecido de verdade. A mulher olhou para mim e sorriu, enrugou a sobrancelha e me deu o dinheiro que eu nem conferir e joguei no bolso. Agora era preciso achar um taxi de jeito nenhum eu pegaria um ônibus.
Logo que avistei um entrei, sem nem olhar para dentro do mesmo e descobrir que ali já havia um passageiro.
- Desculpe, eu... eu não te vi.
- Não saia – disse o homem me segurando pelo braço e foi só ai que levantei os olhos para ver aquele homem era o homem que eu havia me esbarrado a alguns minutos atrás, ele sorriu, sorriu mesmo com todos os dentes brancos que tinha naquela boca. – Ricardo, prazer.
- Ana – respondi simplesmente. – Lamento ter entrado aqui, juro que não tinha visto – e juro que isso sempre acontece devido ao meu azar eu ia completar.
- Não se desculpe tanto, e não ouse se levantar. Cara, por favor, siga para... – ele disse um endereço longo e depois se voltou para mim – Ana você é da Roston Selende não é?
- Não sou mais – disse ruborizada pelo toque e pela forma que ele disse meu nome.
- Então você não tem mais nada com o Filipo?
- Meu chefe? Nunca tive nada com ele.
- Isso é bom – ele disse rindo de uma possível piada que eu não sabia, mas tinha uma certa impressão de que Filipo, meu chefe, não teria rindo junto. – De qualquer forma senhorita Ana, o que quero com você não tem nada de profissional.
Rachei a minha cara quando ele disse isso e abri bem os olhos para ter certeza do que tinha escutado. “Nada de profissional”? O que isso queria dizer?
Foi então que me lembrei dele. Ricardo, antigo colega de turma, antigo amigo, antiga paixão... Enfim, alguém que eu por muito tempo não olhei já que estava mais preocupada com o meu azar. Concorrente de Filipo com sua empresa Solon, que cá pra nós, era bem mais organizada. Sorri para ele e disse cheia de felicidade.
- Rick!
- Sim sou eu – ele pareceu feliz e aliviado por eu ter me recordado dele. Depois me deu um abraço e elevou meu queixo com a mão, olhou fundo nos meus olhos e disse de uma forma doce – Nunca te esqueci – e me deu um selinho nos lábios.
O taxista piscou o olho para mim e colocou uma música tema de filme romântico. Era o homem do amuleto, percebi anos mais tarde na minha festa de casamento, e ele também estava lá, ele dirigiu o carro até o aeroporto e tinha uma faixa enorme dedicada para o meu novo começo: Boa sorte!  

10 comentários:

  1. Ameiii!!!
    Parabéns, está ótimo *-*

    Bjs...
    http://assuntosobrelivros.blogspot.com/

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  2. Adoreiiiiiiiiiii

    Uau

    Você é Boa em contos!

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  3. Quel, como todos os outros conto que vc fez, esse também estar perfeito... Você tem um talento maravilhoso! Nunquinha nesse mundo deixe de escrever... sua imaginação é perfeita! Você escreve com o coração. Desejo muito sucesso pra vc.

    Ah, aguardo ansiosamente os próximos contos.

    Beijinhos :)

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  4. Ohhh o conto está ótimo, só acho que algumas mudanças engrandeceriam... conto pra vc por msn... ;)
    beijos

    Amy - Macchiato

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  5. Eu também escrevo e sei como é importante um comentários sincero, e com sinceridade eu digo que adoreeeei, muito bom! Você escreve bem e eu quero ler maaais contos seus!

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  6. Obrigado a todos pelas opiniões, e fiquei curiosa Aymée, o que engrandeceria?
    Obrigada Vivi pelo apoio de sempre.
    E Fellipe não sabia que você escrevia! Quero poder ler algum dia algo teu, se quiser que eu poste no blog eu adoraria!
    Bjs*

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  7. Eu vejo gente talentosa e gente aspirante à escritor.
    Acredite...
    Você está no primeiro tipo.
    =)
    www.jovemtolofeliz.com

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  8. Ai Raquel estou em falta com vc,nem sempre posso vir aqui prestigiar seus contos,que vc sabe adoro ler pois cada linha já fico imaginando tudo.
    Vc sabe que desde que comecei ler seus contos sou super sincera são ótimos continue escrevendo isso é um presente de Deus ter um dom tão lindo.
    Super bjão,
    Alexandra
    Magiasbook

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  9. Raquel!!! Vc escreve muito bem!!! O seu texto se desenvolve de uma maneira que prende a atenção do leitor e isso é um ponto alto!!! Continui investindo que o seu talento é muito grande!!! Mantenha-me sempre imformado quando tiver novidades!!!

    UMA VIAGEM AO FUTURO
    http://www.umaviagemaofuturo.blogspot.com.br/

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  10. Adore!!!!!! Ficou ótima a história, parabéns. :)

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