Contos: Mate o que te mata!

13 maio 2012
Este conto não tem nenhuma relação com o dia das mães, não se trata de homenagem. Nele há muita coisa envolvida, muitos sentimentos, gostaria de saber da opinião de vocês, devo prosseguir a estória ou abandono? Agradeço desde já a atenção de todos e paciência.
Trilha sonora para o conto: 




            Não sei qual parte de mim sofre mais, seria meu lado traída ou aquele onde a raiva floresceu?
            Tudo que sei é que Paulo estava com os braços envoltos naquela pequena cintura, ela com as mãos em sua nuca e então ele lhe sussurrou no ouvido: “Daniela eu preciso de você”. Sim ele precisava dela de Daniela, e eu seria o que um descarte?
            Não consigo sair de perto, quanto mais ouço mais perto estou, sua voz penetra em meus ouvidos lembrando-me cada momento que me ligava tarde da madrugada.
“Renata, já dormiu amor?” ele perguntava quando me calava, eu estava exausta, mas não podia dormir sem antes ouvir sua voz, os acontecimentos do seu dia.
            Cada dia a rotina de trabalho parecia estar mais árdua, estava ralando mais, recebendo o mesmo e não dizia adeus dali por ser onde ele queria que eu estivesse. Pobre de mamãe que tanto sonhou Renatinha com seu cargo de medica e sua grande casa com duas garagens totalmente quitada, pobre de mamãe que hoje me visita em um barraco onde moro de aluguel com pouquíssimos moveis que ocupem os pequenos dois cômodos.
            Maldito seja!
            Namoramos há mais de dez anos, dei minha vida por ele. Larguei minha tão sonhada faculdade, eu tinha conseguido a matricula melhor nota da escola, mas me prendi em “tenho uma proposta para você”. Empresa do pai dele, uma distribuidora pequena de tecidos, muito serviço pouca renda.
            Eles ainda estão ali, no mesmo lugar se encontram às oito da noite, enquanto eu achava que ele estava trabalhando nesse horário. Ele continuava indo a minha casa, me dizia “Eu te amo, você é a única pessoa que quero passar o resto da minha vida”.
            Me pergunto: Será mesmo? Sei que eu queria passar o resto da minha vida com ele, mas acredito que a Daniela também dever ser uma pessoa com quem ele queira passar o resto da vida. Mamãe nunca confiou nele, mas eu haha, eu sempre fui cega, sempre o amei mesmo quando ainda não era notada. Achei que fossemos casar, ele era meu sonho.
            Me enganei!
            “Rê você sabe que só quero o seu bem, mas tenho que te dizer que vi ele com outra.” Não acreditei, nunca acreditei, não achava estranho o celular dele ficar ocupado por horas a noite muito menos quando ele não ia trabalhar por estar “indisposto” e chegar no dia seguinte com perfume feminino.
            Uma coisa confesso que aprendi, nem todos os ensinamentos de mamãe foram em vão sei que muito do que ela disse não quis acreditar ou simplesmente não ouvi, papai também aprendeu! “Filha nunca deixe seus problemas a perseguirem, garanta que eles tenham medo de você, persiga seus problemas. Eles devem temer os seus passos e suas atitudes. Não deixe se morrer aos poucos, mate o que te mata!”
            Obrigada mãe, por me dar o exemplo. Paulo deveria ter me escutado quando disse que mamãe era uma assassina, mas ele deveria mesmo era ter notado que eu também tinha tendência a ser uma. Mamãe onde quer que esteja estou seguindo os seus conselhos, e neste momento vou usar a herança que me deixou sua automática 22.
            - Meu Deus! – gritou Daniela após o tiro que dei nele, não tinha mais tempo de mentir, a pobre chorava – O que você fez?
            - Ora não vê o que fiz? O matei.

14 comentários:

  1. Nossa, um conto bem trincante.
    O que mais gostei foi sua caracterização da personagem. Forte, sem pensa de assustar no final...Adorei.
    Daí fico querendo mais, contos me deixam ansiosa por mais história...parabéns pois o seu me deixou assim .

    Beijos
    Vivi do Razão e Resenhas.

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Olá!
    Adorei seu blog mesmo!
    O conto em si é legal, entretanto o desenrolar ficou um pouco estranho. Você escreve muito bem mesmo. Acho que poderia fazer algumas mudanças nas descrições, em como elas são ditas, entende?
    Mas isso é a minha opinião também, talvez eu possa estar errado.
    Abraços
    Thales

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  4. Wou ... tenso!

    tipo era uma historia de traição, o traidor esta morto, eu acho que é o fim da história. o.O

    não posso deixar de relatar a minha surpresa com esse fim.

    Abraços


    ^PAR^

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  5. É isso aê Renata o/

    Sim, eu sou meio louca xD

    Adorei! Vou querer mais!

    Beijos!

    ~-AC

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  6. Amei o conto, muito bem bolado.
    continue assim o/
    beijos

    Amy - Macchiato

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  7. Adorei o conto, é tão perfeito *--* Você escreve realmente bem!

    Beijinhos

    Bia - http://escrevendomundos.blogspot.com.br/

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  8. A como sempre surpreendendo né Raquel,uma estória bem intensa e lendo com a música de fundo ficou super,vai continuar né.
    Alexandra
    http://magiasbook.blogspot.com.br/2012/05/dia-das-maes.html#comment-form

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  9. A forma como escreve nos dá a sensação de estar vivendo aquele momento junto a personagem. Muito bom!

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  10. Adorei o conto!! VocÊ poderia ser escritora o que acha? rsrs

    Beijos
    Amanda
    leiturahot.blogspot.com

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  11. Parabéns por mais um conto, Quel! ficou fantástico. Com toda certeza vc tem que continuar essa história.

    Sucesso sempre. ;)
    Beijinhos

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  12. Adorei a personagem intensa e forte q vc criou!
    Parabens!
    BEEIJOS!

    de uma passadinha lá no meu blog tb: http://nolimitedaleitura.blogspot.com.br/

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  13. lol Que história tensa. Não sei o que dizer exatamente...
    Você escreveu um testo interessante, bem emotivo e de certa forma conseguiu transparecer bem os sentimentos, apesar de alguns erros de pontuações que acabaram atrapalhando um pouco. Mas no mais, um texto bom, uma narrativa envolvente.
    Muito tensa essa história, hein. Não precisava matar o carinha não... xD

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  14. uau... gostei e meio que estou sem saber o que dizer mas vamos la... tudo certo mas eu achei rapido de mais mas esta muito bom!!!

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