Como Viver Eternamente, por Sally Nicholls

06 junho 2013

Como Viver Eternamente, por Sally Nicholls
Geração Editorial, 230 páginas (Parceria)
Sam ama fatos. Ele é curioso sobre óvnis, filmes de terror, fantasmas, ciências e como é beijar uma garota. Como ele tem leucemia, ele quer saber fatos sobre a morte. Sam precisa de respostas das perguntas que ninguém quer responder. ”Como Viver Eternamente”, é o primeiro romance de uma extraordinária e talentosa jovem autora. Engraçado e honesto, este é um livro poderoso e comovente, que você não pode deixar de ler. A autora tem apenas 23 anos e embora seja seu primeiro livro, ele está sendo lançado em 19 países, dirigido a crianças, adolescentes e adultos.
Este livro pode parecer leve numa primeira impressão, mas ele é muito delicado. Em forma de diário Sam nos narra os seus dias, até a sua morte.
Sam McQueem é um garoto de apenas onze anos, ele foi diagnosticado com leucemia e luta com o câncer com as séries de remédios que lhe dão. Ele tem aulas em casa, o que sua irmã Bella acha uma injustiça já que ela tem que ir a escola. Felix, seu amigo que também tem câncer divide as aulas da Sra. Willis com ele. Apesar de Felix ter uma personalidade diferente da de Sam, eles se dão muito bem e tem uma amizade sólida.
De início o livro já te choca com a apresentação de quem é Sam, mas logo em seguida conhecemos um garoto apaixonado pela vida, que se dedica aos estudos mesmo tendo uma influência ruim de seu amigo e que tem sonhos que aparentemente são impossíveis, e quer descobrir algumas histórias e ama ciência.
O livro é narrado por ele e assim não temos uma visão tão detalhadas dos outros personagens. Mas Sam fala de sua mãe, uma mulher que largou seu trabalho para cuidar do filho em tempo integral; o seu pai que não gosta de falar sobre a doença do garoto; e Bella que é mais nova que ele e é sempre curiosa fazendo perguntas o tempo todo, mas ele também tem perguntas aquelas perguntas que ninguém sabe realmente a resposta.
Achei que fosse chorar ao ler o livro, devido à doença de Sam, já que com filmes que falam do assunto sempre cai uma lágrima, quase cheguei a isso, mas não. O livro é delicado, e ao mesmo tempo engraçado, Bella e Felix sempre soltavam algumas falas que era impossível não rir; Sam tem uma energia tão doce que queria saber o que mais ele iria escrever em seu livro, a narrativa é contagiante, mas ela também é lacônica e apesar disso é uma leitura colossal, acho que nunca vou esquecer o Sam e nem o Felix.
Para um garoto que estava na situação de Felix era muito estranho de ver um adolescente que quebrava regras, um adolescente como outro qualquer que gosta de rock e de aproveitar a própria adolescência, e não um garoto triste e cabisbaixo. Assim também era Sam, porém um pouco mais quieto.
O trabalho da editora está ótimo, eu adorei essa capa e o sol quase imperceptível no canto superior, sem falar na contra capa que difere dos outros livros mostrando as pernas de um garoto acima de uma árvore, não pude deixar de imaginar que é Sam. Sem falar nas imagens do livro que foram feitas por alguns dos "personagens" e pelo narrador, e as listas feitas por Sam que pareceram bem fiéis a narração. A fonte não é convencional, mas não me incomodou a ler a noite (em uma noite).
Uma leitura leve e densa ao mesmo tempo. O primeiro livro de Sally foi uma surpresa para mim e estou ansiosa para saber o que ela irá abordar em seu outro sick-lit. Leia, se encante e, por que não, chore e se emocione.


P.S.: Quem não sabe o que é sick-lit, dê uma olhada neste texto do Lucas Souza – aqui.

7 comentários:

  1. Aiai, bem o tipo de livro que gosto e choro e choro. shusahsua.

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  2. Simplesmente apaixonei pela história!
    Adoro livros que me fazem chorar!
    Vou add na lista de leitura!

    Estamos com uma super promoção do Dia dos namorados!
    Participe!
    Beijos
    Rizia -Livroterapias

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  3. O livro não me chamou muita atenção... =/ A capa é muito legal e a história parece bem centrada e tal, mas sei lá.. kkk
    Ótima resenha! ~pena que não chorou kkk
    Beijo

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  4. Não li nenhum sick-lit esse ano e acho que vai ser sofrido pra mim. Mas pretendo, sua resenha me emocionou, o livro com certeza vai me desidratar.
    Quero muito ler.
    Essas histórias são tristes, mas sempre nos deixam algo profundo e benéfico.
    Beijos
    Viviane
    Razão e Resenhas

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  5. Oi Raquel! Fiquei encantada pelo livro, o melhor é que não cai no drama, apesar de ser sick-lit. Gosto de histórias com crianças, são doces e sempre divertidas. Dica anotada e livro na lista de desejados. Bjos!

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  6. Oi, Raquel <3 que lindo sua indicação pro post do blog. Muito feliz :D
    Eu gostei muito da resenha, e acho que esse livro pode ser melhor que ACEDE, pelas suas descrições dos personagens. O que me agradou também foi a forma de diário, gosto de livros que tem essa estrutura, acho bem interessante. Tomara que um dia eu tenha a oportunidade de ler, também!
    Beijos!
    Descobrindolivros.blogspot.com.br

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  7. Oi, Raquel!
    Eu gosto muito desse gênero (que, sinceramente, me recuso a usar o nome dado) e estou sempre procurando por novos. Esperei receber esse livro em parceria com a Geração, mas não recebi. Depois dessa resenha, estou pensando seriamente em compra-lo.
    A narração em diário me agrada muito, apesar de eu preferir ler livros assim com um longo espaço de tempo entre eles.

    Gih Alves || http://jeito-inedito.blogspot.com.br
    {ah, eu tô seguindo. Se puder retribuir ficarei muito agradecida :D}

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